Isto é … Liberdade e Pensamento Crítico, Camilo Mortágua

ISTO É… LIBERDADE E PENSAMENTO CRÍTICO

A 14 de Julho 2018, Escola Camões em Lisboa,

Felizmente chegaram-nos algumas observações sobre os textos de INÍCIO e APELO da nossa PÁGINA, alertando para o facto de que afinal vivemos com total liberdade e, celebrações deste tipo podem permitir interpretações perversas, abrindo caminho a populismos.”

Do dicionário da Língua Portuguesa 2008 (Porto Editora)
Populismo
Simpatia pelo povo; corrente literária e artística cuja temática aborda a vida do povo. Política; movimento, por vezes protagonizado por um chefe carismático e paternalista, que apela á simpatia das bases populares.

Depreende-se desse alerta/critica que uma iniciativa como a do FORUM LIBERDADE E PENSAMENTO CRÍTICO” poderia, inquinada de uma secundarização da igualdade, abrir caminho a populismos, absolutamente sem necessidade, pois as liberdades não estão em perigo…como se não houvesse mais capitalismo selvagem nem ditadura financeira.!

Tentemos então analisar à luz do pensamento crítico, cuja prática defendemos, o conteúdo deste alerta que em boa hora nos chega, permitindo-nos reanalisar a fundamentação das nossas próprias convicções.

1º. -Estaremos secundarizando a questão da igualdade? –

Em consciência forjada em luta pela Liberdade, parece-nos que nunca secundarizamos a igualdade, no entanto, assumimos uma outra maneira de a compreender, que significa defender a “igualdade” como equidade de possibilidades e não como a resultante da convergência entre coisas naturalmente diferentes.

Não desconhecemos o peso e o valor Histórico / tradicional de expressões e frases de grande valia para a evolução moral e sociológica da Humanidade. – Liberdade / igualdade / fraternidade. Palavras que foram e são símbolos que guiaram povos para a renovação da História Humana. Porém, nem entre elas, existiu alguma vez igualdade de poder de mobilização. A LIBERDADE, foi, e sempre será, a primeira das motivações para a formação de todas as consciências, consciências impulsionadoras das ações das pessoas, de todas as pessoas em qualquer circunstância.

É por isso que o pensamento crítico está para a LIBERDADE, como a água para sede, definindo em cada caso a pureza e o efeito de cada gota.

O Velho conceito de “igualdade” quando aplicado a realidades político sociais complexas, pelo menos tão determinadas pelas condições de nascença como pelas da vida, tende a parecer-nos, quando submetido ao rigoroso crivo do pensamento crítico, como um anacronismo pouco tido em consideração por alguns intelectuais da velha guarda.

Na NATUREZA, essência mineral e espiritual de tudo o que somos, nada é igual.

Os Seres, racionais ou irracionais; tudo o que é animal ou vegetal; até mineral, absolutamente tudo, cada semente, cada minuto de vida, cada imagem que nossos olhos vêm ou cada ruído que os nossos ouvidos escutam, são diferentes, e formam pessoas diferentes.

Lutar por sociedades com iguais condições de vida, sem ter a possibilidade científica e humana de lhes assegurar uma justa equidade social da nascença até à morte, pode ser muito popular, – e não digo populista, mas é, sobretudo, um recurso habilidoso e algo cínico daqueles que vivendo da venda dos seus conhecimentos, (em parte privilégios de desigualdade).se arvoram em defensores da igualdade, para melhor venderem o seu produto. (conhecimento).

2º.-Estaremos abrindo novos espaços aos novos populismos?

Á medida que as Sociedades avolumam a sua consciência reivindicativa e se tornam mais eficazes na luta pelos direitos e interesses das maiorias trabalhadoras, a cada momento histórico de maior envolvência do Povo trabalhador nas lutas sociais, a cada novo ciclo pelo avanço dos direitos dos mais frágeis: a partir do pretexto, por vezes válido, da falta de preparação (conhecimento) do Povo, aparece sistematicamente a “VOZ DO DONO” a desigual classe “dos que sabem, porque estudaram para isso” proclamando os perigos das movimentações populares, das aventuras sem rumo, dos movimentos que só podem trazer o caos, por falta de quem organize e enquadre etc. e tal. Enfim, condenando e apelidando de populismo tudo aquilo que não seja iniciativa e saber, do saber da Academia!

Conhecemos pelos relatos da Universal História, qual o lado sempre sustentado pelos académicos que só sabem ser isso, viver para isso, pelos académicos que não se julgam Povo, que pretendem ser as cabeças do Povo, mas não os corpos do Povo, com os seus dramas de sobrevivência, os académicos que em todas as ações populares de hoje, veem populismos, como ontem viram comunismos!

Ser generalista nos “ismos” com que se assusta os Povos é fácil, o difícil é promover o hábito do pensamento crítico capaz de pôr a nu os bonecos do engano.

3º.- Como as liberdades -. (“parecem não estar em perigo”,)

Como consideram que as liberdades não estão em perigo. “o alerta para sua defesa pode conduzir a perigosos aproveitamentos”. Não entendemos como alguém pode defender uma pretensa igualdade, ao mesmo tempo que ignora a extrema desigualdade reinante, quando alguns setores da nossa população não conseguem a equidade de possibilidades para sequer tentarem ser LIVRES de comer todos os dias-

Por tudo isto, aqui estamos com tant@s compaheir@s a promover no dia da Bastilha a

“LIBERDADE E PENSAMENTO CRÍTICO”

C. Mortágua

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