Noam Chomsky: “As pessoas já não acreditam nos fatos”

 

Prestes a fazer 90 anos, acaba de abandonar o MIT. Ali revolucionou a linguística moderna e se transformou na consciência crítica dos EUA

12 MAR 2018 – 19:45 CET

https://brasil.elpais.com/brasil/2018/03/06/cultura/1520352987_936609.html

Noam Chomsky (Filadélfia, 1928) superou faz tempo as barreiras da vaidade. Não fala de sua vida privada, não usa celular e em um tempo onde abunda o líquido e até o gasoso, ele representa o sólido. Foi detido por opor-se à Guerra do Vietnã, figurou na lista negra de Richard Nixon, apoiou a publicação dos Papéis do Pentágono e denunciou a guerra suja de Ronald Reagan. Ao longo de 60 anos, não há luta que ele não tenha travado. Defende tanto a causa curda como o combate à mudança climática. Tanto aparece em uma manifestação do Occupy Movement como apoia os imigrantes sem documentos. Continuar lendo

Para educar crianças feministas um manifesto. Chimamanda Ngozi Adichie

Há alguns anos, quando uma amiga de infância — que cresceu e se tornou uma mulher bondosa, forte e inteligente — me perguntou o que devia fazer para criar sua filha como feminista, minha primeira reação foi pensar que eu não sabia. Parecia uma tarefa imensa. Mas, como eu me manifestara publicamente sobre o feminismo, talvez ela achasse que eu era uma especialista no assunto. Ao longo dos anos, eu havia cuidado de muitos filhos de pessoas próximas, tinha si-  do baby-sitter e ajudado a criar sobrinhos e sobrinhas. Havia observado muito, ouvido muito e pensado ainda mais …

Para educar crianças feministas um manifesto-Chimamanda N. Adichie

 

Revolução e Democracia – Boaventura de Sousa Santos

Boaventura de Sousa Santos – Jornal de Letras, 6-9 dezembro, 2017

http://alice.ces.uc.pt/en/index.php/alice-info/revolucao-e-democracia-by-boaventura-de-sousa-santos-in-jornal-de-letras-6-9-december-2017/?lang=pt

Tenho vindo a escrever que um dos desenvolvimentos políticos mais fatais dos últimos cem anos foi a separação e até contradição entre  revolução e democracia como dois paradigmas de transformação social. Tenho afirmado que esse facto é, em parte, responsável pela situação de impasse em que nos encontramos. Enquanto no início do século XX dispúnhamos de dois paradigmas de transformação social e os conflitos entre eles eram intensos, hoje, no início do século XXI, não dispomos de nenhum deles. A revolução não está na agenda política e a democracia perdeu todo o impulso reformista que tinha, estando transformada numa arma do imperialismo e tendo sido em muitos países sequestrada por antidemocratas. Continuar lendo

A mercantilização do corpo – mídia e capitalismo – Lionês Araújo dos Santos & Juan Felipe Sànchez Mederos

Este artigo ocupa-se de analisar alguns aspectos sobre a questão da mercantilização do corpo na contemporaneidade. Nota-se que a mídia e o capitalismo aparecem como as principais instâncias na promoção do consumo e, consequentemente, a mercantilização do corpo.
Percebe-se que a contemporaneidade está fortemente marcada pela massificação da publicidade e pela expansão de mercados e aumento de consumo. Atualmente, nada parece escapar aos domínios da publicidade e do mercado que se expande cada vez mais com a globalização, ocupando todos os espaços e mercantilizando tudo, inclusive corpos.

A MERCANTILIZAÇÃO DO CORPO – MÍDIA E CAPITALISMO

http://e-revista.unioeste.br/index.php/espacoplural/article/viewFile/7243/5313

 

10 estratégias de manipulação – Noam Chomsky

https://www.geledes.org.br/10-estrategias-de-manipulacao-da-midia-noam-chomsky/

1- A estratégica da distração.

O elemento primordial do controlo social é a estratégia da distracção que consiste em desviar a atenção do público dos problemas importantes e das mudanças decididas pelas elites políticas e económicas, mediante a técnica do dilúvio ou inundações de contínuas distracções e de informações insignificantes. Continuar lendo

Discurso de Malala Yousafzai Prêmio Nobel da Paz

http://historico.blogdacompanhia.com.br/2014/12/discurso-de-malala-yousafzai-no-premio-nobel-da-paz/

(tradução de Carlos Alberto Bárbaro).

Bismillah hir Rahman ir rahim. Em nome de Deus, o mais misericordioso, o mais benévolo.

Excelentíssimas majestades, ilustres membros do Comitê Nobel Norueguês, queridos irmãos e irmãs, hoje é um dia de grande felicidade para mim. Aceito com humildade a escolha do Comitê Nobel em me agraciar com este precioso prêmio. Continuar lendo